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domingo, 28 de junho de 2015

BUCKET BAG - ELA VEIO PARA FICAR

Ela foi a sensação dos anos 90 quando Louis Vuitton a lançou. Como na moda tudo volta, ela voltou... e dessa vez com jeitinho para ficar. 

Bucket bag lançada pelo Louis Vuitton no início dos anos 90.
Prática e com bastante espaço (tudo que uma mulher precisa), a bucket bag foi a aposta de várias marcas como o must have de 2015, o que dá o oportunidade da mulherada ter mais um ícone fashion a preços mais camaradas do que dos quase R$5000 da LV.
Agora ela vai ser mais um item permanente de coleção. 


Eu, sinceramente, nunca fui muito louca de amores por ela. Mas um dia, passeando pelo Centro do Rio de Janeiro, na hora do almoço, deparei-me com a mini versão lançada pela Anacapri. Cai de amores, pois precisava de uma bolsa menor e a esta tem pequenos detalhes que a deixam mais charmosa. 

Também na cor preta e na versão maior.
R$199, nas lojas da marca


quarta-feira, 22 de abril de 2015

CAPÍTULO 50

Ela é tudo de bom 

Apesar de todo aquele drama feito quando os cães se atacaram, meu tio Amaro, dono do Johnny, ainda brinca com a Sofia como se nada tivesse acontecido; e ela, apesar de ter apanhado dele para soltar o suicida, também não guarda rancores.
Na verdade, assim é Sofia: sempre muito dada… e exagerada também. Antes de eu começar a dar aulas na Wizard e ter que acordar cedo todos os sábados, ela começava a reclamar na porta do meu quarto depois de 8:30. Agora que tenho que acordar às 5h todos os dias e às 7h aos sábados, sempre que tenho uma oportunidade de dormir até mais tarde, ela não me permite. A última vez, ela fez questão de choramingar às 8:10h à porta do meu quarto. Eu não pretendia mexer um músculo sequer. Minha mãe passou por ela, brincou e deu bom dia. Silêncio! Assim que ela se foi, Sofia voltou aos gemidos sofridos.
         Como não tive escolha, me leventei, abri a porta e me sentei para dar todo o carinho que ela queria. Foi uma explosão de amor e devo admitir que, apesar de reclamar, é muito bom saber que ela espera todo esse carinho logo de manhã.

         Além disso, os mimos não param. A nova mania de D. Eunice é colocar travesseiro para Sofia dormir. De acordo com a minha mãe, ela dorme muito melhor durante a noite e não ronca tanto. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CAPÍTULO 49

Hábitos noturnos 

         Acho que já comentei sobre a mania que minha mãe tem de colocar mais comida para Sofia antes de ela dormir. Apesar de eu muito reclamar, o estrago está feito. Sofia já aprendeu o esquema de bed time dela e agora temos que respeitar esse ritual.
         Por volta de 22h, ela começa a andar de um lado para o outro. Assim já sabemos que ela deseja ir ao quintal para fazer suas últimas necessidades. Depois corre para a porta da sala, pois precisa comer uma última vez. Com a barriga cheia e a bexiga vazia, ela se deita e apaga. Nada mais a tira de lá.
         Essa semana, minha mãe disse que teve que acordar e abrir a porta para a Sofia.
         A Sofia me acordou porque ficou andando de um lado para o outro à noite. Ai, abri a porta para ela, ela comeu e deitou lá fora mesmo. Dormiu a noite toda na varanda. Isso tudo porque ela não comeu ontem à noite.
         Isso que dá acostumá-la com suas manias.

        Atualmente, para que ela possa perder peso, minha mãe não coloca mais tanta comida para ela. Mas parece que a danada percebeu e guarda um pouco para antes de dormir. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

BUENOS AIRES - Primeiro dia

Nossa! Como acordamos cedo para ir ao aeroporto e foi muito desnecessário.
Tivemos tempo de sobra para fazer tudo. O guichê da TAM nem estava aberto ainda. 
Embarque feito, foi a vez da escala em São Paulo. Tudo foi bem corrido, mas deu tempo de parar dois minutos no duty free e namorar o corner da Chanel. Não adianta, gente! Eu não resisto!!


A chegada a Buenos Aires nos assustou um pouco devido ao aeroporto cheio. Saímos de lá pensando em como faríamos para embarcar para Mendoza. Buenos Aires nos recebeu com um dia lindo e quente e sua temperatura foi aumentando ao longo do dia. A previsão de chuva não se concretizou e o calor simplesmente nos esgotou. Se optarem por visitar a cidade no verão, não esqueçam de roupas bem leves e protetor solar, pois este será seu melhor amigo enquanto estiver na terra dos hermanos
Do aeroporto até o hotel, tomamos um táxi, com preço inicial de ARG 10. Pagamos ARG 63 pela corrida. Fiz conforme tinha lido e dei preferência a carros que tivessem o logo de uma cooperativa. 
Após chegarmos ao hotel, às 11:30 - com check-in só às 15h -, fomos ao shopping mais próximo para almoçarmos e comprarmos um chip pré-pago da Personal para usar no iPad. O shopping Abastos me deixou espantada com os preços altos da comida e a falta de cordialidade dos atendentes. Não recomento em nada. Optamos pelo chip Personal após muita leitura online pelo meu marido e descobrirmos que pagar roaming internacional seria absurdamente caro (certa de R$90/dia – só para o iPad). O chip nos custou ARG 50 (R$17,50*) e colocamos uma recarga de ARG 50. Devo dizer que ele nos serviu bem durante toda a viagem, inclusive em Mendoza. Não é a mesma velocidade de dados como no Brasil (que já não é muito boa; vamos combinar!), mas foi útil. Além disso, sempre que possível utilizamos wi-fi dos estabelecimentos, inclusive no meu celular. Levamos apenas este e o iPad e mesmo assim achei que o celular poderia ter ficado em casa. Passamos também em um mercado para comprarmos garrafas d'água, sucos e algumas frutas. 


Jardim Japonês
Voltamos ao hotel ISI Baires para o check-in e o quarto era exatamente como descrito no anúncio: equipado com microondas, frigobar e louça e até um mini fogão. Optamos por ele por ser mais barato e uma espécie de bed only, ou seja, em café da manhã ou qualquer tipo de refeição. Como ficamos muito tempo na rua e o objetivo era experimentarmos aos máximo a cidade, não vimos a importância de ficarmos em hotel com café da manhã incluso. Sua localização também foi ótima, pois ficava a seis quadras do metrô, com o qual se pode explorar quase toda Buenos Aires. Além disso, o hotel também oferecia serviços de câmbio a um valor bem mais razoável que no Brasil. Esse foi um dos nossos arrependimentos. Trocamos muito dinheiro no Rio. Se tivéssemos trocado apenas R$200 para pagar o táxi seria a melhor escolha. Mas é errando que se aprende... 

Jardim Japonês
Jardim Japonês
Floralis Genérica
Deixamos as malas, trocamos de roupas, preparamos o kit água, biscoito e mapa local (preparado pela secretaria de turismo) e fomos explorar Buenos Aires de metrô ao custo de ARG 5 (R$1,80*) / viagem. Perto de nosso hotel, tínhamos a opção da linha D (verde). Saltamos na estação Plaza Italia, pertinho do zoológico e começamos a caminhada que passava por Palermo, Recoleta e o museu fotográfico. Sempre com o livro Top 10 Buenos Aires em mãos, começamos pelo Jardim Japonês, a ARG 32 (R$11,50*) por pessoa. O lugar é bonitinho, mas nada surpreendente e o restaurante é carinho pela qualidade da comida; ou seja, esse foi um gasto desnecessário, pois passamos no máximo 1 hora lá. Depois fomos andando até a Recoleta, admirando a arquitetura charmosa de Palermo, o maior e mais tradicional bairro da cidade. Andamos mais de 10 quadras até chegarmos na Floralis Genérica. Ao lado, fica o prédio da faculdade de Direito, pelo qual babei. O Museu Nacional de Belas Artes (no qual não entramos) fica logo à frente e de lá fomos à Iglesa del Pilar, que tem seu charme na simplicidade, logo no começo propriamente do bairro Recoleta. Passamos em frente ao cemitério Recoleta, onde estão sepultados diversas celebridades argentinas, como Eva Perón, mas também não entramos pois estava fechado devido ao horário. Também não exploramos muito o bairro Recoleta e suas lojas de souvenirs e restaurantes, pois já estávamos exaustos. A caminhada foi longa e nesse trajeto que fizemos até pegar um táxi ficava complicado. Minhas pernas já estamos me matando pelo cansaço, afinal mal dormimos e logo começamos a maratona. 



Prédio da faculdade de Direito 
Durante a organização da viagem, amigos do escritório informaram que o melhor alfajor de Buenos Aires não era o conhecido Havana, mas um "pretinho". Perguntei assim que pude nas lojas da Recoleta e todos foram categóricos: “Havana é o mais famoso, mas o melhor é o Cachafaz”! Indicaram até onde poderíamos comprar. Não se acha lojas da Cachafaz como da Havana (que são como Mc Donald’s por aqui; em cada esquina há um), mas também não é nada impossível. 
O detalhe é que o Cachafaz não faz o alfajor de merengue como o Havana; fazem apenas o puro (muito melhor!), o com cobertura de chocolate ao leite e o com cobertura de chocolate branco. Compramos 



O alfajor puro que provamos no quiosque do Cachafaz 

(fonte: http://www.cachafaz.com)
Tentamos voltar de táxi, mas o taxista se recusou a nos levar a outro ponto da cidade por causa do trânsito. Quando realmente percebemos como o trânsito que estava, desistimos de tentar o táxi  e optamos pelo metrô... cheio! O problema era que até chegar ao metrô andamos muito. Quando finalmente chegamos à Av. Frederico Lacrose, andamos muito mais até chegar ao Museo Fotográfico Simik. De qualquer forma, o táxi sairia muito caro por causa do trânsito, que pode ser comparado com o do Rio de Janeiro. O local é um bar simples, com um cardápio mais simples ainda e com todos os tipos de máquinas fotográficas que você pode imaginar. Amantes de fotografia e que entendem do assunto ficarão maravilhados. Comemos uma pizza com suco de laranja. A simpatia do dono que fez o suco de pomelo para experimentarmos. Essa frutinha é cítrica e muito azeda (mais ou menos pior que o limão). O marido adorou o suquinho, eu não; até porque argentinos não coam os seus sucos. Todos os sucos de laranja que bebemos vieram com muita poupa e sementes. Ao que percebi, o museu é mais um ponto de encontro de fim de semana para se beber e jogar conversa fora. Tomamos um táxi para voltar ao hotel, quando finalmente apagamos na cama.

Igreja Nuestra Señora del Pilar



Museo Fotográfico Simik 


Lição aprendida no primeiro dia em Buenos Aires: Gasta-se bem com comida, pois os restaurante ou lanchonetes são tão caros quanto no Rio de Janeiro, e o mesmo acontece com os táxis. Cuidado com os taxistas impacientes. Perdi ARG 10 na corrida de volta para o hotel, pois o fulano me deu o troco e fez questão que eu saísse do carro. 


Fonte: http://www.buenosaires.gob.ar

*Os valores de câmbio correspondem ao que pagamos no Rio de Janeiro. ARG 1 = R$0,35

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 48

O novo ataque do poodle

         Ele é figurinha marcada nesse blog: Johnny. O poodle suicida dos meus tios Amaro e Marta aprontou mais uma vez com a Sofia. Em meio a um deslize da empregada deles, Johnny conseguiu sair de casa e correu para os dentes da ruiva.
         Claro que dessa vez Sofia não seria tão solidária e a briga realmente foi feia. Eu só soube do ocorrido, porque liguei para falar com minha tia Mirinha e ela me explicou. Sai assim que pude do trabalho, pois minha mãe acabou passando mal pelo susto e fiquei preocupada com toda a situação. Quando cheguei em casa, minha mãe me explicou com calma o que aconteceu e chegamos à conclusão de que não houve culpados. Apenas um pequeno descuido que podia ter resultado na morte de Johnny.
         Porém, vaso ruim não quebra fácil e o aquela bola de pelos é a reencarnação de um gato. Meu tio correu com ele para o veterinário, onde teve que passar por uma pequena cirurgia. Dessa vez, Sofia foi direto no peito dele e por pouco não atingiu o pulmão. O que antes tinha sido apenas dois pequenos furos, dessa vez foram quatro furos bem feitos. Quando cheguei em casa e fui vê-lo, me deparei com uma múmia meio tonta por conta da anestesia. De qualquer forma, ele parecia bem. Peguei as receitas e fui na farmácia e casa de ração para comprar as medicações que o veterinário passou.
         Depois disso, Johnny ainda teve algumas complicações, mas todas foram resolvidas pela minha mãe, que se mostrou uma perfeita enfermeira de animais. Visto que a própria dona dele não tem coragem de cuidar dessas coisa, minha mãe foi quem colocou a mão na massa. Isso ainda lhe rendeu uma mordida dele. A única coisa que a Marta conseguia fazer era drama (como sempre). Diante de qualquer alteração de humor do poodle, ela dizia que ele não sobreviveria. Minha mãe também optou por trocar de veterinário (tipo: ela não é a donda, mas...) e Johnny passou a ser tratado pelo Dr. Wagner, o médico da Sofia. Depois de alguns dias, Johnny já se esticava, rosnava e latia. Ele estava melhor que as pessoas que estavam cuidando dele.
         A parte divertida foi o estranhamento da Sofia, quando ela o ouviu latindo. Ela ficou olhando para a casa dos meus tios, tentando entender o que estava acontecendo. Há duas possibilidades de pensamento:
         “Ué! Ele está vivo ainda?”
         “De onde veio esse latido?”

         Apesar disso, Sofia não foi até lá para implicar com a reencarnação felina. Ela ainda continua cismada com os latidos que ele está emitindo. Aliás, em menos de 2 semanas, ele já voltou a querer pegar os passarinhos que pousam no corredor onde ele fica. 
E ainda culpam minha ruiva!
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