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quarta-feira, 22 de abril de 2015

CAPÍTULO 50

Ela é tudo de bom 

Apesar de todo aquele drama feito quando os cães se atacaram, meu tio Amaro, dono do Johnny, ainda brinca com a Sofia como se nada tivesse acontecido; e ela, apesar de ter apanhado dele para soltar o suicida, também não guarda rancores.
Na verdade, assim é Sofia: sempre muito dada… e exagerada também. Antes de eu começar a dar aulas na Wizard e ter que acordar cedo todos os sábados, ela começava a reclamar na porta do meu quarto depois de 8:30. Agora que tenho que acordar às 5h todos os dias e às 7h aos sábados, sempre que tenho uma oportunidade de dormir até mais tarde, ela não me permite. A última vez, ela fez questão de choramingar às 8:10h à porta do meu quarto. Eu não pretendia mexer um músculo sequer. Minha mãe passou por ela, brincou e deu bom dia. Silêncio! Assim que ela se foi, Sofia voltou aos gemidos sofridos.
         Como não tive escolha, me leventei, abri a porta e me sentei para dar todo o carinho que ela queria. Foi uma explosão de amor e devo admitir que, apesar de reclamar, é muito bom saber que ela espera todo esse carinho logo de manhã.

         Além disso, os mimos não param. A nova mania de D. Eunice é colocar travesseiro para Sofia dormir. De acordo com a minha mãe, ela dorme muito melhor durante a noite e não ronca tanto. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CAPÍTULO 49

Hábitos noturnos 

         Acho que já comentei sobre a mania que minha mãe tem de colocar mais comida para Sofia antes de ela dormir. Apesar de eu muito reclamar, o estrago está feito. Sofia já aprendeu o esquema de bed time dela e agora temos que respeitar esse ritual.
         Por volta de 22h, ela começa a andar de um lado para o outro. Assim já sabemos que ela deseja ir ao quintal para fazer suas últimas necessidades. Depois corre para a porta da sala, pois precisa comer uma última vez. Com a barriga cheia e a bexiga vazia, ela se deita e apaga. Nada mais a tira de lá.
         Essa semana, minha mãe disse que teve que acordar e abrir a porta para a Sofia.
         ─ A Sofia me acordou porque ficou andando de um lado para o outro à noite. Ai, abri a porta para ela, ela comeu e deitou lá fora mesmo. Dormiu a noite toda na varanda. Isso tudo porque ela não comeu ontem à noite.
         ─ Isso que dá acostumá-la com suas manias.

        Atualmente, para que ela possa perder peso, minha mãe não coloca mais tanta comida para ela. Mas parece que a danada percebeu e guarda um pouco para antes de dormir. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 48

O novo ataque do poodle

         Ele é figurinha marcada nesse blog: Johnny. O poodle suicida dos meus tios Amaro e Marta aprontou mais uma vez com a Sofia. Em meio a um deslize da empregada deles, Johnny conseguiu sair de casa e correu para os dentes da ruiva.
         Claro que dessa vez Sofia não seria tão solidária e a briga realmente foi feia. Eu só soube do ocorrido, porque liguei para falar com minha tia Mirinha e ela me explicou. Sai assim que pude do trabalho, pois minha mãe acabou passando mal pelo susto e fiquei preocupada com toda a situação. Quando cheguei em casa, minha mãe me explicou com calma o que aconteceu e chegamos à conclusão de que não houve culpados. Apenas um pequeno descuido que podia ter resultado na morte de Johnny.
         Porém, vaso ruim não quebra fácil e o aquela bola de pelos é a reencarnação de um gato. Meu tio correu com ele para o veterinário, onde teve que passar por uma pequena cirurgia. Dessa vez, Sofia foi direto no peito dele e por pouco não atingiu o pulmão. O que antes tinha sido apenas dois pequenos furos, dessa vez foram quatro furos bem feitos. Quando cheguei em casa e fui vê-lo, me deparei com uma múmia meio tonta por conta da anestesia. De qualquer forma, ele parecia bem. Peguei as receitas e fui na farmácia e casa de ração para comprar as medicações que o veterinário passou.
         Depois disso, Johnny ainda teve algumas complicações, mas todas foram resolvidas pela minha mãe, que se mostrou uma perfeita enfermeira de animais. Visto que a própria dona dele não tem coragem de cuidar dessas coisa, minha mãe foi quem colocou a mão na massa. Isso ainda lhe rendeu uma mordida dele. A única coisa que a Marta conseguia fazer era drama (como sempre). Diante de qualquer alteração de humor do poodle, ela dizia que ele não sobreviveria. Minha mãe também optou por trocar de veterinário (tipo: ela não é a donda, mas...) e Johnny passou a ser tratado pelo Dr. Wagner, o médico da Sofia. Depois de alguns dias, Johnny já se esticava, rosnava e latia. Ele estava melhor que as pessoas que estavam cuidando dele.
         A parte divertida foi o estranhamento da Sofia, quando ela o ouviu latindo. Ela ficou olhando para a casa dos meus tios, tentando entender o que estava acontecendo. Há duas possibilidades de pensamento:
         “Ué! Ele está vivo ainda?”
         “De onde veio esse latido?”

         Apesar disso, Sofia não foi até lá para implicar com a reencarnação felina. Ela ainda continua cismada com os latidos que ele está emitindo. Aliás, em menos de 2 semanas, ele já voltou a querer pegar os passarinhos que pousam no corredor onde ele fica. 
E ainda culpam minha ruiva!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

CAPÍTULO 47

O processo de adaptação ao novo tio. 

Novo namoro: Jorge Victor e eu estamos juntos desde fevereiro de 2011 e estamos muito felizes. Eu mais ainda pelo apoio que estou recebendo da minha mãe, visto que D. Eunice é um pouco ciumenta com a filha e não é de qualquer um que gosta.  
Victor cresceu com cães em casa e desde o começo se mostrou simpático com a Sofia. Ela.. não preciso falar muito, visto a banana que é. O fato é que escrevo esse texto em setembro/2011 e devo dizer que a intimidade desses dois só vem aumentando. Victor faz a festa dela quando chega lá em casa, com direitos a beijos e todo a graça que ela gosta de aprontar.
A intimidade já é tanta que Victor já a leva no quintal para brincarem, mas sempre quem tem que correr sou eu. Mãe é mãe, né? Além disso, Sofia não tem mais pudores em frente ao tio Victor. Certo dia, enquanto eu me arrumava para irmos a Bananal, Victor ficou com minha mãe e Sofia na sala. De repente, ouvi a pérola:
─ Que isso, Sofia? ─ disse minha mãe, chocada.
─ O que foi?
─ Sofia peidou na frente do Victor.

         Claro que no mesmo instante eu comecei a rir e Sofia reagiu como se nada estivesse acontecendo. Victor realmente não ligou para situação. Afinal de contas, o que ele poderia fazer? No dia seguinte, quando voltei de Bananal, estava na casa da minha tia Mirinha e comentei o que aconteceu.
         ─ Minha mãe te contou do peido da Sofia ontem?
         ─ Não.
         ─ Ah é! Ai Mirinha que vergonha. Ela peidou alto. Ainda bem que não fedeu.
         ─ Vergonha de que, mãe? Sofia lá sabe como controlar isso? Acontece, ué!
         ─ Mas é feio.
         ─ Te garanto que ele nem ligou para isso.

         Fora esse pequeno incidente, nada mais de surpresas vieram da Sofia. Quem a está acostumando mal é o Victor com toda a farra que faz com ela. Ela é quem recebe o primeiro e os últimos beijos dele.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CAPÍTULO 46

O processo de adaptação com os novos habitantes. 

Essa vida de ter peixinhos é algo bem ingrato. Nem completou um mês e eu já perdi um dos mocinhos do meu aquário. No final de julho, ao chegar me casa do trabalho, me deparei com o pobre peixinho no fundo do aquário.
Logo comunique minha mãe que ficou mais abalada que eu com a morte do/a menino/a. Foi ela quem o retirou do aquário e deu um digno enterro descarga abaixo. Depois disso, ela começou a ficar encucada com os peixes dentro do tronco que ela comprou. Os peixinhos não podiam mais se esconder, que lá estava minha mãe os tirando de dentro para ter certeza que estavam vivos. Realmente não conseguimos entender o que houve, pois todos os outros três pareciam bem. De acordo com a menina que trabalha comigo, isso é falta de bomba no aquário. Mas eu comprei peixinhos justamente para aquário sem bomba.        
Depois que minha mãe foi até a loja de peixe para comprar mais, ela me explicou que o que estava matando os peixes eram os nossos dedos, que sempre colocávamos para que eles “beijassem”. As bactérias de nossas mãos estavam infectando a água, o que tirava o oxigênio dela.
Assim, com a nova informação, minha mãe comprou mais 4 peixes. Isso foi o início de um novo mistério. 
No dia seguinte, cheguei em casa do trabalho e lá estava minha mãe encucada.
─ Cadê o peixe? Eu sei que tinha mais um peixe lá.

Eu a ouvi perguntando a si mesma enquanto ia para o quintal. Já entrei em casa rindo com a cena. Quando nos encontramos à porta do meu quarto, perguntei:
─ O que foi dessa vez, mãe?
─ Emily, sumi um peixe. Antes de eu sair, eu dei comida a eles. Acabei de chegar em casa e vim para ver como eles estão. Cadê o outro peixe vermelho? Sumiu!! Você lembra que eram dois vermelhos?
─ Lembro, mãe!
─ Então. Agora só tem um. Cadê o outro?
─ Sei lá. Ele não pulou?
─ Não. Já olhei o chão. Não tinha nada.
─ Não entrou gato aqui?
─ Seu quarto estava fechado.
─ Então foi abduzido.
─ Só pode.

Entende-se que uma semana depois, o peixe foi encontrado embaixo da minha cama, quando eu limpava o quarto. Minha mãe ficou muito aliviada de não estar doida ou esquecida.

Depois desse período foi uma luta para conseguirmos bons peixes. Minha mãe não podia ver um peixinho diferente que comprava. Eu também comprei um Beta azul, lindo, mas que durou apenas uma semana. Minha mãe comprou mais Indonésias e também um peixe lá que eu não sei o tipo. Este tal foi pura decepção para ela, pois ele raramente se mexia. Depois de quase duas semanas, também o perdemos e ficamos apenas com os Indonésias. Decidimos que não vamos mais nos preocupar com esses detalhes. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CAPÍTULO 45

Os bons companheiros

A busca por um amiguinho para Sofia foi posta de lado, mas nunca esquecida. É muito difícil escolher um novo bicho de estimação lá para casa, quando se tem um pit bull não muito sociável com outros cães ou gatos. Passarinhos nunca foi uma opção, pois somos totalmente contra gaiolas.
Sofia sempre põe gatos para correr. Um felino lá em casa sofreria muito. Já houve relatos aqui de um pequeno que tentei salvar, mas não teve muita confiança da gorducha ruiva. Tenho medo de arriscar a adotar um filhote canino e, quando este crescer, tenha conflitos com a Sofia. Assim, minhas opções ficam muito reduzidas. 
Por alguns momentos tivemos o Huck, um jabuti de 15 anos que minha amiga precisou doar. Huck passou por muitos lares: casa da minha prima Natasha, minha casa sob os cuidados da minha cunhada mais que dedicada Cláudia e a casa da minha mãe, onde a Sofia permaneceu após meu casamento. Sofia não dava muito atenção ao Huck. Este foi muito amado enquanto esteve conosco, mas percebemos que ele seria mais feliz em um sítio, em Nova Friburgo, onde vive até hoje. 
Num belo sábado de sol, reparei na nova loja de peixes e aquários que abriu perto da minha casa. Nunca fui muito chegada a peixes, mas vi um belo aquário redondo; na minha opinião, seria um belo objeto de decoração, com as pedrinhas e os peixes certos. O conjunto de aquário redondo, 4 peixinhos Indonésia, comida, pedrinhas, gotas anti-cloro e enfeite estava R$10. Logo que encontrei minha mãe, a comuniquei que teríamos peixinhos em casa e os comprei no mesmo dia. 
Sofia pareceu bem curiosa a princípio. Lambeu o saco onde os peixes estavam e deu mais algumas farejadas neles. No final das contas, tudo deu certo. Tinha mais 4 bichinhos de estimação, que não faziam sujeira pela casa, nem estressam a Sofia. Ela apenas se mostrou um pouco ciumenta quando eu conversava com eles.
         Apesar de reclamar um pouco, minha mãe também acabou gostando dos peixinhos. Na semana seguinte, cheguei em casa depois do trabalho e me deparei com um pequeno tronco dentro do aquário. Quando perguntei de onde aquilo tinha saído, ela disse que o havia comprado e que os peixinhos estavam adorando. Logo constatei que realmente, eles estavam adorando aqueles pedaços de argila com buracos. Depois daquele aquário e muito peixe, minha mãe comprou um Beta, aquele peixe lindo. Betão, para os íntimos, respondia feliz quando minha mãe o chamava. Ele viveu por pelo menos 13 meses. 


quarta-feira, 2 de julho de 2014

CAPÍTULO 44

Compras para Sofia

Minha vida é reclamar de não haver roupas para animais do porte da Sofia. Como sofro para encontrar roupinhas para ela. Por uma sorte do destino, minha mãe encontrou um vestido de Natal para ela.
Para solucionar esse problema, minha mãe resolveu apelar para roupas humanas. Por duas vezes, ela chegou com blusinhas para Sofia. A primeira era uma blusa infantil de mangas compridas, toda listrada de vermelho e cinza. Achei que a peça ficou um pouco apertada no pescoço. Assim, dois dias depois, minha mãe comprou uma blusa de mangas curtas e gola regulável com estampa de oncinha. Admito que não fui muito a favor das escolhas. Sofia não combinou nada com as cores que minha mãe escolheu, mas para o momento de desespero que estava sendo o inverno, a solução foi de bom tamanho. Sofia dormiu quentinha. 
Depois desse episódio, nunca mais tentamos colocar outras roupas nela, a não ser suas fantasias. Nos invernos seguintes, Sofia nem sentiu falta, mas fazia questão de ter todos os seus cobertores consigo a noite.  

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CAPÍTULO 43

Sofia em suas datas festivas.

Sofia não é nenhuma cadela de madame, mas passaria tranquilamente por uma. Ela adora se enfeitar, seja com roupas ou cordões. Ao perceber a sua vaidade canina, eu, como uma boa dona, faço de tudo para mantê-la no estilo. Infelizmente é muito difícil encontrar roupinhas comuns para um animal do porte da minha ruiva. Quando isso acontece, é um baita achado.

Sua roupa de Natal, foi um grande presente que minha mãe achou no Mercadão de Madureira. É fato que desde que está em nossa casa, Sofia usa o vestidinho de Mamãe Noel todos os anos e tiramos muitas fotos dela assim. ano passado tentei comprar um vestido todo branco com paetês, que lhe serveria de roupa de ano novo. Infelizmente, a roupa não coube na gorducha; entretanto, ainda não desisti de encontrá-la.

Durante o Carnaval é a mesma coisa. Como é nada fácil encontrar fantasias para ela, acabei improvisando alguns apetreços humanos para ela. Após as fotos, eles foram devidamente guardados para outros carnavais.

         Fui a Salvador no mês de junho, quando havia toda a preparação para o São João. Lojas de animais estavam cheias de vestidinhos de caipira para cães e gatos, mas nenhum que poderia ser usado pela Sofia. Voltei frustrada, mas não desesperançosa em vesti-la para essa festa tão animada; por isso, comprei um belo chapéu de caipira e um lencinho que ficaram uma graça nela.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

CAPÍTULO 42

Sofia x Rato x Eunice

         Voltemos às fobias da Sofia, que revoltou profundamente a minha mãe. Dona Eunice teve a infelicidade de ser acordada por um ratinho, que corria por debaixo de seu travesseiro. Assim que o avistou, pulou da cama com grande desespero e tentando localizá-lo. Lá pelas 3h da madrugada, minha mãe estava no sofá, com medo de voltar para a cama e matutando como ia matar o rato.

         Esse pequeno ser surgiu na sala, entre um sofá e o outro, e ficou olhando para minha mãe e depois lhe deu o rabo. O caro leitor, deve estar se perguntando onde estava Sofia em meio a tanta confusão. A resposta é básica: dormindo e roncando para quem não a quisesse ouvir.

         O dia seguinte a essa aventura (ou devo dizer desventura), foram muitas as risadas que demos durante a narrativa de minha mãe, enquanto tomávamos o café da manhã. Sofia também foi estrela dessa peça, pois em nada se manifestou. Apenas dormia.

         A caça ao rato se extendeu por dois dias inteiros. Mamãe seguia os caminhos que ele fazia, seguindo suas pegadas deixadas, tanto no quarto, quanto na sala. Veneno de rato foi deixado em pontos estratégicos e, ao que consta, o pequenino nem tocou na comida. Suas artimanhas foram comentadas durante todo o fim de semana e na segunda-feira, ele simplesmente não apareceu.

         Para ter certeza de que não teria surpresas em seu leito, minha mãe decidiu dormiu em meu quarto. Por mais que eu insistisse para que ela ocupasse minha cama, ela quis dormir no chão. Desnecessário dizer que ela teve um companhia.

         Sim! Apesar de colocarmos Sofia em sua própria cama como sempre, ela entrava no meu quarto no meio da noie e lá se aconchegava com minha mãe no chão. Para minha surpresa, Dona Eunice nem reclamou muito dessa situação. Ela apenas afirmava que o abuso da cadela terminaria no fim de semana, quando ela, minha mãe, voltaria a dormir em seu quarto.
 
         Ainda não conseguimos descobrir se o rato livrou difunto ou fugitivo. As grandes narinas de Sofia de nada nos adianta nesse assunto, pois nada farejam a não ser comida.

         Aproveito para comentar outro assunto. O festival de xixi que Sofia fez durante a minha viagem foi encerrado assim que voltei de Paraty. Seus panos e cama permanecem intactos até então.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CAPÍTULO 41

Juro que ela não teve culpa

Chegar da Bahia não significava que eu ficaria em casa o tempo todo. No fim de semana seguinte, estava eu rumo a Paraty para o Festival de Jazz. Lá vou eu fazer as malas de novo, encarar o mal humor da Sofia e me divertir com as notícias de minha ausência. Na segunda-feira, minha mãe me contou o susto que Sofia deu no meu tio Paulo, que tem verdadeiro pânico dela.

         Assim que parti, minha mãe deixou a Sofia dentro de casa, mas minha tia Mirinha entrou em nossa casa pelas portas dos fundos. Ao sair lá, ela fechou o pequeno portão que separa a varandinha do quintal. Esse portão é a referência de segurança do Paulo, que só passa na frente desde se ele esteja fechado. Bem, ele desceu e quando chegou perto de seu carro, lá estava Sofia deitada toda calma. Pronto! Deu-se a discórdia.

         Paulo começou a gritar pela minha mãe, pela minha tia Mirinha, pela minha tia Miriam; e a Sofia lá, permanecia deitada e só olhando para ele. Em choque pelo olhar da pit bulll, ele não conseguia se mover.

         ─ Mirinha, me tira daqui, Mirinha. Eu não consigo me mexer. Não dá para mover as pernas. Me tira daqui.

          Surgiram Mirinha, minha mãe e meus primos. Minha mãe colocou a Sofia para dentro de casa, que entrou numa calma de fazer inveja. Mirinha tentou assistir o Paulo com um copo d’água, que virou cacos, quando ele o arremessou no muro (DRAMA!).

         Bem, depois de muitos gritos e reclamações. A paz voltou a reinar lá em casa. O que mais me deixa p… da vida é a escândalo desnecessário só para se fazer de vítima. Tenho paciência para isso, não! Se eu estivesse lá, o problema teria dobrado de tamanho. Deus sabe o que faz!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CAPÍTULO 40


Por que mamãe se vai?


Sofia está nos preocupando com tantos incidentes de xixi na cama. Nas últimas semanas, foram tantos incidentes que ela passou um bom tempo sem cama, pois ambas estavam secando.
Houve um fim de semana em que viajei para Penedo: fui na sexta de manhã e voltei no domingo à noite. Lembro que Sofia dormiu no meu quarto e nada senti de cheiro estranho vindo da cama dela. Contudo, assim que cheguei em Penedo, liguei para casa para avisar e minha mãe me deu a notícia.
         ─Olha, a Sofia fez xixi no seu quarto. Quando eu entrei lá, tinha um cheiro de amônia. Ela urinou nos dois colchões. Tive que lavar TU-DO.
         Eu fiquei espantada com a situação descrita que foi além do que está acima. Quando cheguei em casa no domingo, minha mãe disse que ela não comeu e nem bebeu água na sexta que viajei. Acredito que pelo menos esse incidente com o xixi esteja ligado a minha ausência, pois ela percebeu que eu ficaria fora por alguns dias.
         Assim, minha mãe e eu concordamos que teremos que começar a prestar atenção para ver os motivos que a levam a fazer isso. Até porque ela nunca o faz quando eu estou em casa. As surpresas sempre ocorrem com uma ausência longa.
         Além dessa façanha toda, Sofia A-CA-BOU com uma das camas dela. Logo a minha favorita. Mas essa revolta teve motivo. Como castigo pelo xixi feito, minha mãe a fez dormir na varanda de sábado para domingo. ela tentou abrir a porta por três vezes e não conseguiu. O resultado foi o colchão destruído no domingo de manhã. Ela o arrastou da porta até o final da varanda. Boa parte da espuma estava fora do colchão, mas ela permaneceu dormindo nele.
         Na segunda-feira à noite, quando cheguei em casa do trabalho, me deparei com Sofia dormindo sobre o colchão sem capa e remendado… e torto. Minha mãe o costurou, mas ficou completamente torto.
         Na terça-feira à noite, cheguei de trabalho e novamente tudo estava destruído. Minha mãe teve de ir à cidade vizinha e passou a tarde toda fora. Quando chegou em casa, lá estava o colchonete aos frangalhos novamente. Mais uma sessão de bronca para Sofia. 
         Na manhã seguinte, vi que minha mãe deu o jeito dela e colocou o que restou do colchonete na capa do mesmo. Como está muito frio nesse dias de outono, vi minha Sofia dormindo toda enroladinha. Coisa mais gostosa!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CAPÍTULO 38


Brinque de forma segura: use camisinha


Não se espante! O título desse capítulo tem a ver com a narrativa a seguir. Então, preparem-se para rolar de rir, porque “ninguém merece” o que minha mãe aprontou dessa vez. Sempre que chego em casa do trabalho, passo um tempo com minha mãe e Sofia na sala antes de tomar banho, trocar de roupas e me enfiar no meu quarto. Dessa vez, reparei que havia algo no chão e perguntei a minha mãe o que era.

─ Isso? Já te digo o que é. ─ respondeu mamy indo até a cozinha.

Quando ela voltou, tinha nas mãos uma bexiga. O problema é que não era uma bexiga comum. Fiquei espantada.

─ O que é isso, Senhor?

─ Você não jogou duas camisinhas fora?

─ Joguei porque elas estavam vencidas. Agora a senhora deu para mexer no lixo também?

─ Então! Peguei e enchi para brincar com a Sofia.

─ Ai meu Deus! Mãe!

Nisso a Sofia já tinha vista a camisinha cheia e começou a pular. Minha mãe apenas dizia: “só amanhã, só amanhã”.

─ Ela tem as bolas dela, mãe.

─ Eu sei, mas já que você jogou as camisinhas, peguei e enchi. Ela ainda estava molhadinha.

─ O nome disso é lubrificante, mãe.

─ Eu sei, mas ela não estava boa ainda?

─ Na embalaem dizia que tinha passado da data da valida. Se a senhora vai se arriscar a usar camisinha vencida é contigo. Eu me recuso.

Fui até meu quarto rindo e minha mãe colocou a camisinha inflada na mesa da cozinha.

─ A senhora guardou a outra também?

─ Quando ela estourar essa, encho a outra.

─ AFF!


No dia seguinte, antes de ir trabalhar, coloquei a ração da Sofia e ela logo comeu apesar de ter degustado um de seus deliciosos biscoitos. Sempre tomamos café da manhã juntos lá em casa.
Avisei a minha mãe que Sofia já tinha comido e o que restou no comedouro dela era recente; minha mãe não precisava dar mais comida como sempre o faz à noite.

─ Emily, Sofia não dorme direito com a barriga vazia.

─ Mãe, o nome dela não é Eunice.

─ Mas o estômago dela dói.

─ Tenho certeza que ela sobrevive. Eu nunca ouvi o estômago dela roncar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CAPÍTULO 39


Mamãe sai de férias


 Finalmente chegou o dia de eu ir à Bahia e aproveitar minhas férias. Planejei 10 dias em terras baianas e estava hiperansiosa para ir. As cidades escolhidas foram Salvador, Morro de São Paulo e Porto Seguro. Como meu último dia de trabalho ia ser na sexta e eu viajaria no sábado muito cedo, minha mala começou a ser feita na segunda-feira anterior.
Sofia já conhece aquela movimentação toda e logo ficou manhosa. Começou a me seguir para todos os cantos, me atrapalhava a mexer nas roupas e arrumava um jeito de chamar a atenção para brincar. Na terça-feira, ela mal falava comigo. Nem me dava a atenção que sempre tenho pela manhã.
Já na quarta-feira, seu humor já estava melhor. Acredito que ela entendeu que eu não partiria tão logo ela imaginou. O restante da semana foi pura festa para ela. No sábado, saí às 5:30 da manhã e ela ainda estava sonolenta demais para entender o que estava acontecendo.
Assim que cheguei a Salvador, liguei para minha mãe e, claro, perguntei pela minha cadelinha. Minha mãe disse que ela estava bem, mas parecia estar sentindo minha falta. Infelizmente, ela teria que passar 10 dias sem a dona e toda a festa que fazemos ao brincarmos.
         Cada vez que eu mudava de cidade, ligava para minha mãe para avisar que já estava sã e salva. Minha mãe também me ligava sempre que sentia saudades da pentelha da filha. As notícias de Sofia que ela me passava era sempre a mesma

         ─ Continua gorda, mas está bem. 

         Em outras palavras, não havia qualquer surpresa da parte da ruiva; por isso, tranquila fiquei ao constatar o bom comportamento da Sofia. Pura ilusão minha.
         Depois que minha mãe me pegou no aeroporto, quando cheguei no Rio, no caminho de casa, começou a reclamação.
         ─ Não aguento mais aquela cachorra. Ela fez xixi em todos os panos dela… todos os dias. 
         ─ Que isso, mãe?! Do jeito que você falava parecia que ela estava se comportando muito bem.
         ─ Eu estou cansada de lavar pano dela e cama dela. Hoje ela vai dormir no chão frio.
         ─ É pura manha, mãe. Agora que eu cheguei, ela vai parar.
         ─ Acho bom mesmo, porque eu vou deixar as coisas dela para você lavar agora.
 
         Eu apenas ria da situação.
 
         Quando finalmente cheguei em casa, Sofia fez muita festa, tanta que teve tempo de pensar e perceber que estava no tapete, correr para sua cama e fazer xixi nela de tanta alegria.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CAÍTULO 37


Tia Decremira ganha um gatinho.  


Nem no trabalho estou livre de protetores de animais (rsrs). Uma de minhas colegas tem 6 cães em casa, mais três na casa de praia e ajuda como pode alguns que encontra pelas ruas. Dessa vez, Soraia decidiu ajudar os gatihos que estavam na casa de uma vizinha idosa.
Infelizmente, após o falecimento da vizinha, a filha dela exigiu que os gatos saíssem de lá e Soraia mobilizou meio escritório para resolver o problema. Na sexta, antes do dia das mães, ela me pediu para tentar conseguir um dono para um gatinho preto. A única pessoa que me veio à cabeça foi minha tia Decremira, que ama animais tanto quanto eu.
Assim, no sábado, liguei para minha tia e ela aceitou na hora. Em menos de 3 horas, o gato estava lá em casa, dentro de uma caixinha de transporte para ser levado para seu novo lar. Posso dizer que Sofia reagiu bem ao intruso momentâneo e até foi conosco à casa da minha tia levar o felino.
Como sempre, Sofia ocupou o banco da frente e chamou a atenção de quem estava nas ruas. Nada como passear um pouco para relaxar o estresse do ciúme.
No domingo do Dia das Mães, a minha mãe me surpreendeu com um comentário que fez sobre a Sofia. Estávamos a caminho do restaurante e falando sobre o gatinho e como a Sofia se comportou no caminho de ida e volta no dia anterior.

         ─ Emily, eu só não sou mais estressada por causa da Sofia, sabia?

         ─ Jura, mãe? ─ ironicamente perguntei.

         ─ È! Eu converso com ela. A gente se diverte.

         ─ Ela também responde?

         ─ Ela me entende, tá?

         ─ Não discordo.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CAPÍTULO 36


Noites de sono com a mamãe.


Nos últimos meses, Sofia tem dormido no meu quarto e na sala, como bem lhe convém. Nas últimas duas semanas, ela fez xixi na cama de madrugada e enquanto esta secava depois de lavada, coloquei a outra em uso. Assim, agora ela passa mais tempo no meu quarto durante a noite.
Depois que minha mãe desliga a TV da sala e ela vai deitar, Sofia se encaminha para meu quarto e tira sua noite de sono. Quem está sofrendo com isso sou eu, que tenho que aguentar as noites em que ela sonha alto ou ronca. Já tentei evitá-la de entrar no quarto, mas a moça de 4 patAs abre a porta e entra sem qualquer cerimônia.
Quando acordo, Sofia me segue para onde eu esteja indo. Se vou ao banheiro primeiro, quando saio dele, ela está na sala deitada na outra cama.
No último feriado prolongado (Tiradentes e Corpus Christi) arrastei minha mãe até o shopping como sempre faço. Comprei tudo o que eu tinha que comprar e até mais. No final, fomos até o hipermercado Extra que fica no mesmo complexo do Shopping Grande Rio.
O objetivo era um e acabamos realizando outro. Fui até a seção de animais para ver se havia promoções de petiscos, pois os biscoitos da Sofia tinham acabado. Em seguida, minha mãe me encontrou e saímos de lá com um saco de ração, 2 sacos de biscoitos, 4 latas de patê e 3 saquinhos de bifinhos.
Os bifinhos são os petiscos favoritos da Sofia. Ela troca qualquer coisa por eles. Como havia um tempo que não os comprava, não preciso descrever como ela ficou louca quando viu o que eu tinha na mão. Chegou até em agarrar meu braço com as duas patas para fazer o pedaço que eu tinha na mão chegar mais rápido até ela.
Agora, o estoque de petiscos de minha riuva está completo: biscoitos, bifinhos, carninha e nuggets com sabor de chocolate. Alguém se  habilita a ser um cão lá em casa?

CAPÍTULO 35

Um dia de cão


Havia tempos que eu não chegava em casa e tinha uma boa história da Sofia me esperando. Assim que entrei em casa e brinquei com a Sofia. Vi que havia marcas de tinta em sua cama. Minha mãe estava na sala também, sentada em seu novo sofá (que irá trocar novamente pela terceira vez em 3 meses), e me relatou o fato do dia.
            ─ O que houve na tua cama, meu amor?
            ─ Sabe de quem é a culpa? Daquele lá de trás. ─ respondeu mamãe, apontando para o quintal.

Sinceramente achei que se referia a meu primo Anderson, pois sempre que Sofia apronta uma boa dessas, o dedo dele está na história.
          ─ O que houve, mãe?
          ─ Eu fui tomar café na sua tia Mirinha e Sofia foi comigo. Ai, quando eu sai de lá, vi tinta escorrengo, uns bolotinho de cocô e pensei “Meu Deus, o que é isso?” Ai, o Johnny saiu correndo daqui de dentro. O problema é que a Sofia veio junto e estava fazendo xixi. Ela o viu, olhou e continuou concentrada no xixi. Eu, mais que depressa, corri e a pequei no colo. Um peso... já viu, né? Lá se foi coluna, ombro, braço. O Johnny a viu e queria pegá-la. Ai eu comecei a grita: Mirinha, Marta, o Johnny… Mirinha, Marta. E o Johnny pulando em mim para pegar as patas da Sofia, eu protegendo as patinhas delas, Sofia se rebatendo, querendo descer. Olha… te contar, não. Eu nem sabia que a Marta não estava em casa. Quem veio socorrer foi seu tio Ezedequias. Ele foi pegar o Johnny e o danado o mordeu.
─ Eu disse que esse cachorro é maluco.
─ Ai eu corri com a Sofia, joguei ela de qualquer jeito aqui e fechei o portão. Ela queria sair. Eu disse: não vai sair; pode ficar ai mesmo. Ai a bichinha entrou. Só que ficou na tinta e sujou a cama dela.

Nisso eu já estava chorando de rir da situação e de como minha mãe me mostrava a cena. Corri até meu quarto e peguei a câmera para filmar a encenação da minha mãe, que a repetiu com bom humor. 
─ Agora a senhora acredita em mim quando eu digo que não foi a Sofia que atacou o Johnny primeiro? Aquele cachorro é maluco.
─ Ele é muito estressado. Agora sabe porque ele derrabou as tintas?
─ Fale.
─ Ele sentiu cheiro de rato. Que focinho aquele cachorro tem. Os bolotinhos de cocô era de rato. Amanhã vou ter que colocar chumbinho lá. Ele tanto fez, tanto fez, que tirou tudo do lugar e as latas de tinta estavam no caminho.
─ Em compensação, Sofia de nada serve como caçadora. Ela não se mete com a escória, né, meu amor? ─ disse eu apertando aquele focinho sardento.
─ Não. Só serve mesmo para fazer buraco.
─ Em benefício próprio. Não se esqueça.
─ Olha, ela ficou um bom tempo no meu colo e nem tentou me morder. Mas o Johnny não deu mole para seu tio.
─ Sofia é uma lady e aquela coisa da Marta contou a versão da história dela como se minha cadela fosse um monstro. Se o Johnny tivesse simplesmente passado pela Sofia e entrado, ela nada faria.
─ Se aquele cachorro ficasse solto no quintal, ninguém entraria qui.
─ A Sofia ajudaria a levar as coisas, né, banana?
─ Tadinha da bichinha. Nem terminou de fazer o xixi dela. 

Ok! Depois disso, a vida seguiu seu rumo e eu fui até meu quarto ver um filme. Estou montando um quebra-cabeças de 1000 peças, um mosaico de Marilyn Monroe. À medida que acho as peças, vou colocando e deixo esse painel no chão. Mesmo tendo uma cama no meu quarto, Sofia cismou com esse painel e sempre deita nele. Nesta noite, não foi diferente, mas o que me fez rir foi a forma que ela estava andando. Pareceria que tinha machucado a perna. Assim, fui atrás dela para ter certeza de que estava tudo bem. Ao mexer sua patinha, vi que estava mole, mas sem dor. CONCLUSÃO: Sua pata estava dormente.  

Na manhã seguinte, fui tomar café na minha tia como sempre faço. Lá minha mãe veio com mais uma.
─ Essa cachorra apanhou essa noite.
─ Putz! que houve dessa vez?
─ Eu sempre acordo para ir ao banheiro e aproveito para dar uma olhada nela. Pois essa noite ela estava toda esticada no sofá.
─ Shh! ─ tia Mirinha disse.
─ Ahh! Peguei uma almofada e dei uma lambada dela. Ela foi correndo para o seu quarto e de lá não saiu até hoje de manhã.
─ É, Sofia, seu dia não foi fácil mesmo, hein, filha?!
          ─ Nem um pouco. ─ respondeu a carrasca da minha mãe

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

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