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terça-feira, 26 de julho de 2011

POLIANO - parte II


       Liguei para um de meus grande amigos e implorei por duas semanas de hospedagem na casa que ele e a esposa, Marcela, estão construindo. Consegui e deixei em hold, caso realmente precisasse. Enquanto isso, ligava sem parar para a minha amiga Patrícia que mora perto de mim para pedir abrigo sem prazo de validade. Assegurei que eu arcaria todas as despesas com ele e só precisava de um lugar. Ela me garantiu que eu poderia levá-lo para lá, mas ainda tnha que falar coma irmã dela.
         No domingo, dia 12/12, eu não consegui ir buscar o cão, pois além de meu aniversário, ainda não tinha a posição da Aline, irmã da Patty e eu também estava doente. Na segunda, expliquei a situação a D. Suely e consegui mais uma semana. No sábado seguinte, dia 18/12, ajudei a Patty com os preparativos do aniversário do filhinho dela; mais pepino para resolver, mas no final tudo deu mais que certo. Patty teve que ficar com a sobrinha, Isabela, e quando fomos buscá-la na casa de uma vizinha dela, uma luz se iluminou.
D. Jeni adora animais e cuida muito bem dos poucos que tem e também dos animais da rua. Comentei sobre o caso do cachorro de 3 patas e que ele ficaria na casa da Aline. Expliquei como faríamos e ela me disse que, dando a ração, ele poderia ficar lá na casa dela. Ela daria muito amor e carinho, mas não poderia bancar o animal. Avisei que ele era um gigante e ela não se intimidou. Sai de lá com um sorriso imenso no rosto. Afinal o espaço é ótimo e ele estaria muito bem.
No domingo, dia 19/12/2010, fui buscar o cão e quase desmaiei de susto. Oh bicho grande! As duas semanas que ele ficou, já se apegou a D. Maria, a dona da casa. Ela também teve amor e disse que só não ficava com ele porque não tinha como bancar um animal tão grande. Ela me comunicou que o chamou de Poliano. Achei o nome perfeito e o mantive. Quanto a denúncia sobre a D. Suely, ela não é verídica. Layla está linda, gorducha e com uma pelagem maravilhosa. Era tudo intriga de vizinhos.
Lindo de morrer, Poliano é, certamente, um mestiço de pastor. As patas são imensas, quase do tamanho da minha mão. Eu tenho 1,70m de altura e ele bate na altura das minhas coxas. Em pé, certamente ficaria do meu tamanho. Reparei nos dentes dele e calculei que ele é um cão bem velhinho. De qualquer forma, D. Suely tinha me dito que tinha que amolecer a ração para ele comer. Lá fomos nós para a casa de D. Jeni.
Quando chegamos, ela ficou admirada com o tamanho dele e eu me certifiquei que ela ainda ficaria com ele. Poliano adorou o espaço e as árvores que ganhou. Logo que chegou, deitou-se no fresquinho. Eu disse a D. Jeni que voltaria na semana seguinte para levar o saco de ração dele e ver como ele estava. Aconselhei a dar um banho nele. O menino estava fedendo muito e meu carro ficou em estado de miséria. Eu expliquei como deveria ser a alimentação dele por causa da idade e dos dentinhos. Avisei que assim que passassem as festas, eu o levaria no veterinário para um check-up.

No dia, 26/12, fui levar o saco de ração e ver como ele estava. Quando cheguei, ele estava solto e tinha acabado de tomar um banho. D. Jeni está cuidando muito bem dele e me mostrou como faz as coisas. Tive a garantia que carinho ele tinha e que ele não estava dando trabalho.

 

A filha de D. Jeni tinha acabado de adotar outro cão de rua. No total, agora eram 3 cães e gatos na casa de D. Jeni.
Em 26 de fevereiro de 2011, perdemos Poliano. Na noite de quinta, D. Jeni me ligou para avisar que ele mal estava comendo e eu estava esperando o sábado para levá-lo ao veterinário. Avisei a D. Jeci para tentar dar água de coco a ele. Pela idade, tamanho e condições físicas, eu providenciei um taxi dog para levá-lo a um veterinário, onde ele já ficaria internado. No sábado de manhã, quando liguei para D. Jeni para avisar que estávamos indo buscar o menino, ela nos comunicou que ele havia morrido durante a madrugada. Ao chegamos a sua casa, D. Jeni me mostrou o buraco que estava cavando, onde o enterraria. Ela é idoso demais para isso e decidi pagar o taxi dog para fazer o serviço. Poliano foi enterrado em Tinguá. Eu e D. Jeni choramos a morte do grandão, mas fico aliviada que ele tenha partido cercado de cuidados, amigos e amor, apesar de não ter tido tempo de saber o que o cão teve.
 
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